8. A Pós-Modernidade

A arquitetura pós-moderna é um termo genérico para designar uma série de novas propostas arquitetônicas cujo objetivo foi o de estabelecer a crítica à arquitetura moderna, desse ponto surge uma nova corrente arquitetônica, desta vez antagônica ao modernismo como um todo, o chamado “pós- modernismo”. A expressão pós-modernismo tentava identificar tudo o que vinha após o modernismo. No entanto, é difícil definir esse movimento, porque ele bebeu de todas as fontes arquitetônicas ocidentais, até mesmo do modernismo, apesar de renegá-lo em muitos aspectos.

Surgiu a partir da década 60 e perdurou até o início da década de 90 . Seu auge é associado à década de 80 (e final da década de 70) em figuras como Robert Venturi, Philip Johnson e Michael Graves nos Estados Unidos, Aldo Rossi na Itália, e na Inglaterra James Stirling e Michael Wilford, entre outros.

Piazza d'Itália, EUA, Michael Graves.

O pós-modernismo teve muito impacto na Europa nos Estados Unidos, no Brasil não existiu o debate com o mesmo vigor e a grande tradição moderna, mesmo bastante desgastada, não permitiu muito espaço para uma crítica de qualidade da produção arquitetônica. Apesar de no Brasil não haver tamanha representatividade na arquitetura pós-moderna, houve discussões em diversas áreas. Como exemplo tem-se Vila Nova Artigas, que mesmo não tendo se desvinculado quase que por  completo do Movimento Moderno, já mostrou-se crítico e insatisfeito.

Edifício AT&T, EUA, Philip Johnson. Um dos grandes representantes da Pós-Modernidade na Arquitetura.

A chamada “arquitetura pós-moderna” brasileira se reflete em grande parte na adoção dos elementos formais mais óbvios da manifestação norte-americana do “movimento”. No Rio de Janeiro seu exemplo mais conhecido talvez seja o edifício Rio Branco, projeto de Edison Musa, que repete o uso do frontão – que se tornou uma marca de Philip Johnson – e subdivide o edifício em base, corpo e coroamento (como na divisão clássica). Igualmente, o arquiteto mineiro Éolo Maia adota como estilo alguns elementos da arquitetura do americano Michael Graves entre outros (Maia utilizou um largo repertório de referências em sua arquitetura). Ainda que criticada pela fragilidade de sua base teórica, a adoção do “pós-modernismo” como estilo teve o importante papel de atenuar a hegemonia da arquitetura moderna no Brasil, apontando a possibilidade de novos rumos.

Centro Empresarial Cidade Jardim, Salvador-BA, Fernando Peixoto.

O arquiteto Robert Venturi traçou um paralelo de características antagônicas entre o pós-modernismo e o modernismo.

Pós-Modernismo Modernismo
Simbolismo figurativo Simbolismo Insinuado
Ornamento aplicado Ornamento integrado
Arquitetura heterogênea Arquitetura pura
Arquitetura populista Arquitetura elitista
Evolutiva, seguindo ideais históricos Revolucionária
Convencional e configuração barata Singular, arrojada até heróica
Fachadas frontais belas e luxuosas Todas as fachadas tratadas iguais
Construção convencional Tecnologia progressiva
Aceita escala de valores do cliente Ideal do arquiteto

Museu de Mineralogia, Belo Horizonte, Minas Gerais, Éolo Maia.

Referências:
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura12.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_p%C3%B3s-moderna#P.C3.B3s-modernismo_no_Brasil

Para ler:

Aldo Rossi – A Arquitetura da Cidade

Robert Venturi – Aprendendo com Las Vegas

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